Arquitetura parasita: primeira orientação
Nos foi proposto que fizéssemos uma análise do apartamento/casa
para começarmos a pensar sobre o anexo que futuramente iremos criar.
A partir disso,
comecei traçando o espaço do meu prédio a partir de uma visão de cima do Google
Mapas, para assim poder ter uma noção de como ele ocupa o espaço. Em seguida,
tirei as medidas do apartamento - com algumas margens de erro- e fiz um esboço
para entender melhor como é a disposição dos cômodos na casa. No desenho, os
espaços em branco entre as paredes são as portas.
O apartamento tem 167 metros quadrados, não possui
área privativa ou sacada/varanda, sendo um pouco limitante nesse quesito.
Basicamente apenas eu, meu irmão, minha mãe e minhas cachorras habitamos o
apartamento, portanto não há um fluxo de pessoas de fora. Os cômodos mais
usados são os quartos, lugar que durante a pandemia se tornou também espaço de
trabalho e de estudo, o que nos fez passar grande parte do tempo nele. A copa e
a cozinha são usadas nos momentos de refeições no qual sempre tentamos realizar
em conjunto, no mesmo horário, então é o lugar que é mais frequentado em
conjunto, assim como a sala de televisão. Em relação aos quartos, o quarto 1 e
2 são virados para a rua Tietê, e por ser no segundo andar, fica bem próximo do
olhar de quem passa na rua causando um pouco de invasão da privacidade, fazendo
com que usemos mais da cortina quando vamos trocar de roupa por exemplo. No
entanto, quando estou sentada na cama ou na escrivaninha já não é mais possível
de se ter nenhuma visão, apenas quando se está em pé.
Ambos não batem sol em nenhum momento do dia, ao
contrário da suíte que pela manhã recebe uma grande incidência solar, momento
que as cachorras têm para aproveitar e tomar um solzinho - ou a gente também,
mas é uma faixa de sol então não tem como tomar sol no corpo todo. Também, a
lavanderia recebe sol nesse horário, o que é bom para algumas plantinhas que
ficam nela - aliás todas as plantas que precisam de muito sol têm que estar
nessa área. Na parte da tarde o sol bate na sala de televisão muito forte
e principalmente no sofá, logo nós fechamos assim que começa. Ao mesmo tempo,
ilumina também o quarto 3, que fica bem mais quente, pois ele também não possui
muita ventilação ao longo do dia. Em relação a ventilação, os quartos são bem
frescos, a sala de televisão menos, mas não chega a ser quente. O foco mesmo é
na área de lavanderia, que graças as janelas e falta de obstáculos, há uma
grande corrente de ar constante.
Praticamente todos os cômodos tem portas, o que
auxilia muito para garantir privacidade ou uma forma de não incomodar o outro
com barulho (televisão, lavando vasilha etc.), no entanto isso também acaba
criando uma pouca articulação entre o espaço para com os moradores. Meu quarto
tem um tamanho suficiente para o que eu preciso, mas não deixa muito espaço
para possíveis mudanças, o que quando me mudei para o apartamento, se apresentou
muito limitante, pois eu tinha uma escrivaninha maior com uma estante embutida
que tive que desfazê-la e, a minha penteadeira que também é um pouco
maior o espaço que sobra também é pequeno. A janela não possui praticamente
nenhum isolamento do som, o que é bem ruim e se manifesta na verdade em todo o
apartamento que possui uma acústica horrível. Diante disso, a janela ela não
representa uma grande ruptura com o meio externo, o que as vezes eu acho ruim
quando quero mais silêncio.
Fiz duas maquetes: a primeira trata-se do prédio,
na qual eu fiz alguns traçados que subdividem o entorno nas
partes destinadas ao jardim, estacionamento, entrada e uma área vazia no fundo
dele usando uma escala de 1:100. Na segunda, uma vista do meu quarto com as
disposições dos móveis com uma escala de 1:50.









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